quarta-feira, 30 de setembro de 2009
PALESTRA CONHECENDO A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA FACULDADE DA MELHOR IDADE
Drª. Ana Emilia Sotero, Presidente da ABMCJMT tendo uma experiência impar e incrivel ao falar para estas senhoras sobre violência de gênero na Faculdade da Melhor Idade da UNISAT.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
ENTREVISTA PARA O JORNAL DA BAND
Drª Ana Emilia, Presidente da ABMCJMT sendo entrevistada pela equipe do Jornal da BAND TV sobre o resultado estatístico por amostragem, com o resultado de 78.168 mulheres vítimas de violência em apenas oito municípios de Mato Grosso, num total de cento e quarenta e um municípios, após três anos de vigência da Lei Maria da Penha.


domingo, 27 de setembro de 2009
TRÊS ANOS COM A LEI MARIA DA PENHA
Ana Emilia Iponema Brasil Sotero*
Sabe-se que a violência contra a mulher não afeta apenas as mulheres pobres, ela é uma constante no seu cotidiano que atravessa ideologias, classes sociais, raças e etnias. Representa um abuso físico, sexual, emocional e econômico, principalmente no âmbito familiar. Causando danos físicos e psicológicos a violência nega a auto-estima às mulheres, mutila sua saúde, anestesia a desenvoltura humana feminina, impedindo sua participação na sociedade, tornando-as improdutivas, colocando-as à margem dos processos de tomada de decisões e quando a mulher é negra a situação se agrava, pois o racismo produz outras violências.
Ao longo do tempo, a sociedade deu aos homens papéis importantes e respeitados. Restando às mulheres, as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos e a execução de papéis menos significativos, tidos como uma própria extensão do lar, aliados à baixa remuneração e nenhum poder. Ainda hoje, estatisticamente, são pouquíssimas as mulheres que realmente chegam a ascensão profissional, sendo-lhes cobrado muito mais competência e dedicação que dos homens, sem falar que a maioria recebe salários inferiores dos que são pagos aos homens, mesmo quando executam funções idênticas. Tais situações se agravam quando se trata da mulher negra e suas conquistas no âmbito público da sociedade.
Estatísticas brasileiras demonstram que a mulher negra é a que mais sofre no Brasil, mesmo com a negação da existência do racismo. O país foi escravagista e esta culta ficou incutida na população brasileira e surgiu o abominável racismo camuflado. Mesmo que oficialmente a escravidão tenha acabado em 13 de maio de 1888, a luta em defesa pelos direitos da pessoa negra permanece na ordem do dia.
Estima-se que as negras no Brasil constituem 25% da população, sendo a maioria analfabeta ou semi-analfabeta, e quando freqüentam escolas públicas, estas se encontram em péssimas condições e são descompromissadas com a diversidade cultural e com a promoção de igualdade de direitos.
Em geral percebem uma remuneração na faixa de um salário mínimo. Muitas são chefes de família em maior número que as mulheres brancas, isso demonstra que essas negras vivem em condição de pobreza. Ainda que a pessoa não adquira a consciência do racismo, ser negra no Brasil significa viver em condição de extrema desigualdade racial e social, e em sendo mulher agrega-se o preconceito de gênero.
Até a Constituição da República de 1988, a mulher casada necessitava de autorização tácita do marido para trabalhar, sendo considerada cidadã de segunda categoria. E sendo mulher negra e pobre significava não ter direitos mínimos de cidadania assegurados no ordenamento jurídico.
As mulheres negras em comparação às mulheres brancas são alvos de maior violência tais como: perseguição policial, agressões físicas e estupros.
Atormentadas pela imposição dos padrões estéticos brancos, muitas vezes negam sua identidade sofrendo, além da violência física, também a violência ideológica, tornando-se vulneráveis à exploração sexual e comercial de sua imagem.
Ainda hoje, existe o ranço, do pré-conceito de raças humanas onde se pressupõe uma pirâmide herárquica onde na base estariam os povos afro-descendentes e outros de pele escura, tidos como incapazes, preguiçosos, atrasados, impuros e inferiores e no topo, como não poderia deixar de ser, os povos caucasianos, superiores e desenvolvidos. Tais conceitos fazem surgir uma escravidão simbólica que massacra a auto-estima da pessoa negra tecendo desta maneira outra forma de cativeiro.
A mulher nessa divisão hierárquica de classes, figura no patamar inferior, onde lhe são reservados espaços especiais, tais como: fogão, tanque e cama, principalmente a mulher negra que sente na pele o estigma de “ser de cor”.
Apesar de todo esse preconceito enfrentado pela mulher negra, ela se empenha em construir o seu mundo público, saindo do escondido e privado, para ganhar e construir a igualdade de direitos.
Estatísticas demonstram que, a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, a maioria sem nenhum acesso à informação tecnológica, trabalha mais, percebendo rendimento menor e pouquíssimas conseguem romper as barreiras da discriminação social e racial e ascender socialmente, chegando a formação superior e conseqüente empoderamento.
A discriminação contra as negras advêm de uma visão do que seja o lugar da “pessoa de cor” na sociedade, que é o de exercer trabalhos inexpressíveis. As mulheres negras arcam com o ônus da discriminação de cor e de gênero sofrendo a discriminação mais que os homens negros e que as mulheres brancas, tendo que lutar contra essa dupla violência.
A mulher negra tem que dispor de uma imensurável energia para superar as dificuldades que se impõe na busca da sua cidadania e dignidade humana, lutando diuturnamente, pois há inúmeras e sucessivas tentativas externas para destruí-la.
*Ana Emília Iponema Brasil Sotero é professora, advogada e Presidente da Associação das Mulheres da Carreira Jurídica de Mato Grosso
Estatísticas brasileiras demonstram que a mulher negra é a que mais sofre no Brasil, mesmo com a negação da existência do racismo. O país foi escravagista e esta culta ficou incutida na população brasileira e surgiu o abominável racismo camuflado. Mesmo que oficialmente a escravidão tenha acabado em 13 de maio de 1888, a luta em defesa pelos direitos da pessoa negra permanece na ordem do dia.
Estima-se que as negras no Brasil constituem 25% da população, sendo a maioria analfabeta ou semi-analfabeta, e quando freqüentam escolas públicas, estas se encontram em péssimas condições e são descompromissadas com a diversidade cultural e com a promoção de igualdade de direitos.
Em geral percebem uma remuneração na faixa de um salário mínimo. Muitas são chefes de família em maior número que as mulheres brancas, isso demonstra que essas negras vivem em condição de pobreza. Ainda que a pessoa não adquira a consciência do racismo, ser negra no Brasil significa viver em condição de extrema desigualdade racial e social, e em sendo mulher agrega-se o preconceito de gênero.
Até a Constituição da República de 1988, a mulher casada necessitava de autorização tácita do marido para trabalhar, sendo considerada cidadã de segunda categoria. E sendo mulher negra e pobre significava não ter direitos mínimos de cidadania assegurados no ordenamento jurídico.
As mulheres negras em comparação às mulheres brancas são alvos de maior violência tais como: perseguição policial, agressões físicas e estupros.
Atormentadas pela imposição dos padrões estéticos brancos, muitas vezes negam sua identidade sofrendo, além da violência física, também a violência ideológica, tornando-se vulneráveis à exploração sexual e comercial de sua imagem.
Ainda hoje, existe o ranço, do pré-conceito de raças humanas onde se pressupõe uma pirâmide herárquica onde na base estariam os povos afro-descendentes e outros de pele escura, tidos como incapazes, preguiçosos, atrasados, impuros e inferiores e no topo, como não poderia deixar de ser, os povos caucasianos, superiores e desenvolvidos. Tais conceitos fazem surgir uma escravidão simbólica que massacra a auto-estima da pessoa negra tecendo desta maneira outra forma de cativeiro.
A mulher nessa divisão hierárquica de classes, figura no patamar inferior, onde lhe são reservados espaços especiais, tais como: fogão, tanque e cama, principalmente a mulher negra que sente na pele o estigma de “ser de cor”.
Apesar de todo esse preconceito enfrentado pela mulher negra, ela se empenha em construir o seu mundo público, saindo do escondido e privado, para ganhar e construir a igualdade de direitos.
Estatísticas demonstram que, a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, a maioria sem nenhum acesso à informação tecnológica, trabalha mais, percebendo rendimento menor e pouquíssimas conseguem romper as barreiras da discriminação social e racial e ascender socialmente, chegando a formação superior e conseqüente empoderamento.
A discriminação contra as negras advêm de uma visão do que seja o lugar da “pessoa de cor” na sociedade, que é o de exercer trabalhos inexpressíveis. As mulheres negras arcam com o ônus da discriminação de cor e de gênero sofrendo a discriminação mais que os homens negros e que as mulheres brancas, tendo que lutar contra essa dupla violência.
A mulher negra tem que dispor de uma imensurável energia para superar as dificuldades que se impõe na busca da sua cidadania e dignidade humana, lutando diuturnamente, pois há inúmeras e sucessivas tentativas externas para destruí-la.
*Ana Emília Iponema Brasil Sotero é professora, advogada e Presidente da Associação das Mulheres da Carreira Jurídica de Mato Grosso
sábado, 26 de setembro de 2009
CAMPANHA EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES
Reunião realizada no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher em 25 de setembro, com as seguintes parceiras: Heloisa Dorileo (FEMAB), Dra. Arinda Cristina Ferraz Gama (Vice-Presidente ABMCJMT), Dra. Ana Emilia Sotero (Presidente da ABMCJMT) Dra. Marilza Figueiredo (OABMT) e Dra. Adriana Conningham (TJMT) para elaborar a CAMPANHA EM DEFESA DOS DIREITOS DAS MULHERES.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
ENCONTRO DAS PRESIDENTES DE CONSELHOS DE DIREITOS DAS MULHERES EM BRASÍLIA
Aconteceu em Brasília nos dias 22 e 23 de setembro o ENCONTRO DAS PRESIDENTES DOS CONSELHOS DE DIREITOS DAS MULHERES, promovido pelo CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DAS MULHERES/CNDM. Foi um evento de extrema relevância, pois na oportunidades pudemos trocar experiências e aumentar o ciclo de amizades e conhecimento.
Drª Ana Emilia Sotero e Profª Jacy Proença, Assessora Especial da Igualdade Racial e Gênero da Prefeitura de Cuiabá, Mato Grosso
Grupo de trabalho regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendo como intergrantes as Presidentes de Conselhos de Direitos das Mulheres, Drª Ana Emilia Sotero, Presidente da ABMCJMT e Drª Arlete Zago, Presidente da BPW/BRASIL.terça-feira, 22 de setembro de 2009
CONHECENDO A VIOLÊNCIA DE GÊNERO

A dra. Ana Emília elaborou um Projeto chamado "CONHECENDO A VIOLÊNCIA DE GÊNERO " que tem como objetivo geral apresentar e articular os conceitos de gênero, desigualdade e violência. É um curso com duração de 8 (oito) horas com o intuito de capacitar mulheres e homens na questão de gênero buscando dessa forma prevenir e coibir a violência contra a mulher.
Aborda o seguinte conteúdo programático:
• SITUANDO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA;
• CONCEITO DE GÊNERO;
• TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES (ASSÉDIO SEXUAL, ASSÉDIO MORAL,
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, VIOLÊNCIA SEXUAL, TRÁFICO DE MULHERES);
• CONCEITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA;
• TIPOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO BRASIL.
• ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA:
• POR QUE AS MULHERES PERMANECEM NUMA SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA? – UM OLHAR SOBRE
A VIVÊNCIA DAS MULHERES E SOBRE O CICLO DE VIOLÊNCIA;
• RELAÇÕES SOCIAIS DE GÊNERO;
• MITOS E ESTEREÓTIPOS SOBRE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA;
• CONSEQÜÊNCIAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL
DAS MULHERES;
• CONSEQÜÊNCIAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL
DAS CRIANÇAS.
Está à disposição de todas as instituições públicas e privadas que têm a preocupação com os direitos humanos.
Para maiores informações ou contratar o curso contatar o email: soteroanaemilia@gmail.com
"Violência contra a mulher é uma violação aos direitos humanos".
Aborda o seguinte conteúdo programático:
• SITUANDO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA;
• CONCEITO DE GÊNERO;
• TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES (ASSÉDIO SEXUAL, ASSÉDIO MORAL,
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, VIOLÊNCIA SEXUAL, TRÁFICO DE MULHERES);
• CONCEITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA;
• TIPOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO BRASIL.
• ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA:
• POR QUE AS MULHERES PERMANECEM NUMA SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA? – UM OLHAR SOBRE
A VIVÊNCIA DAS MULHERES E SOBRE O CICLO DE VIOLÊNCIA;
• RELAÇÕES SOCIAIS DE GÊNERO;
• MITOS E ESTEREÓTIPOS SOBRE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA;
• CONSEQÜÊNCIAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL
DAS MULHERES;
• CONSEQÜÊNCIAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL
DAS CRIANÇAS.
Está à disposição de todas as instituições públicas e privadas que têm a preocupação com os direitos humanos.
Para maiores informações ou contratar o curso contatar o email: soteroanaemilia@gmail.com
"Violência contra a mulher é uma violação aos direitos humanos".
domingo, 20 de setembro de 2009
LEI DA IGUALDADE

Está tramitando na Câmara dos Deputados o Projeto LEI DA IGUALDADE de iniciativa da magistrada AMINI HADDAD CAMPOS defensora dos direitos humanos.
A ABMCJMT teve a honra de estar presente na Comissão de Elaboração dessa Lei a convite da Drª Amini e participar da Audiência Pública realizada em Brasília para discussões da referida legislação.
PARABÉNS DRª AMINI PELA INICIATIVA!!!
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