quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nós, juízes, estamos aqui...

Diante da crise, as melhores potências humanas são externadas. A aridez do terreno torna a rosa ainda mais formosa, mesmo que a tendência do solo seja camuflar a real providência divina da vida. Perante o caos, temos a convergência de nos enterrarmos, sem levar em conta a magnífica importância dos verdadeiros valores que a completam.

Como magistrada, há quase 12 anos neste Estado, tão acolhedor e próspero, de meu berço e raízes, posso dizer do meu orgulho em ter tantos colegas magistrados que honram a toga e que são exemplos para o tão proclamado ideal de justiça. Não podemos permitir que toda a beleza do conjunto seja camuflada pela teoria do caos.

Será que nos esquecemos das mentes brilhantes de juízes que, diariamente, tornam possível a vida de inúmeras crianças, obrigando o poder público a fornecer atendimento de saúde, inclusive nas residências desses infantes? Será que todos sabem que essas crianças estão vivas por força das decisões judiciais? São centenas de liminares diárias que guarnecem famílias, em plantões, pelas madrugadas adentro...

Esquecemo-nos de todos os juízes que permanecem nos finais de semana, natais e finais de ano, distantes de suas famílias, sem receber sequer um centavo a mais, para garantir que um idoso e/ou milhares deles, possam receber atendimento emergencial, inclusive internações em UTIs, quando a saúde pública e/ou planos de saúde se omitem ou se negam à devida assistência para garantia da vida? Será que esqueceram que é o juiz que faz valer esses direitos fundamentais?

Não percebemos que quando uma mulher e/ou milhares delas venham a ser agredidas são exatamente os juízes deste país que garantem, em decisões, medidas protetivas?

Deixamos de perceber que a totalidade dos juízes é composta de cidadãos desta sociedade, que cursaram faculdades de direito, por vezes com inúmeras dificuldades, à aprovação em concurso público dificílimo, com o objetivo de prestar um ideal de Justiça e alcançarem melhor perspectiva de vida?

Vale-nos frisar que segundo relatório internacional do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o juiz brasileiro é o que mais trabalha (Banco Mundial - Bird - estudo científico de mais de 200 páginas). Aliás, tenho certeza que nenhum juiz de primeiro mundo suportaria a nossa realidade: as diversas e aterrorizantes mazelas sociais com as quais lidamos levam-nos a deter uma "fortaleza" de super-heróis no emocional, psicológico e físico. Exatamente por isso, milhares de magistrados encontram-se doentes: câncer, infarto, insuficiência cardíaca, pressão arterial alta...

Será que os demais profissionais trabalhariam todos seus finais de semana sem receber horas extras ou alguma remuneração pelo plantão?

No Legislativo ou Executivo, seus agentes políticos não ficam de plantão em seus gabinetes, mas o magistrado, mesmo sendo agente político e exercendo atividade de poder, tem que ficar e quando não está de plantão no Fórum, deverá estar em sua residência (carga de trabalho contrária às exigências da Organização Mundial de Saúde!). Presidimos júris por noites adentro, bem como outras audiências que chegam a terminar nas madrugadas solitárias.

Não estou dizendo que todos os magistrados são puros e santos. Aliás, somos parte da sociedade. Não estamos alheios a ela. Mas, definitivamente, posso assegurar que a grande maioria, uma maioria esmagadora de seus membros, é composta de juízes íntegros, dedicados e honrados.

Detemos, logicamente, nossas mazelas internas. Exatamente por isso, é imprescindível a democratização do Poder Judiciário! Nós, juízes, precisamos eleger os nossos representantes.

O magistrado também precisa de justiça. A sociedade, de igual forma, precisa, imensamente, do magistrado. Estamos, pois, presentes nos momentos mais difíceis: É a sentença de um juiz que condena um pedófilo. É a sentença de um juiz que garante alimentos para uma criança. É a decisão de um juiz que determina a prisão de assassinos. Sem os juízes teríamos o caos... Miremo-nos em apenas um exemplo de tantos outros que ocorrem diariamente nas ambiências do Fórum: o caso da Isabela Nardoni, garotinha jogada de um apartamento, em São Paulo. Ainda: a) Guilherme de Pádua, 19 anos de prisão; b) Arcanjo Ribeiro, 19 anos e 4 meses de prisão; c) Pimenta Neves,19 anos de prisão; d) Suzane Von Richthofen, 39 anos e seis meses de prisão.

Ao final, todos nós precisamos de um juiz. Exatamente por isso, asseveramos: nós, juízes, continuamos aqui, ainda que a tendência do solo seja camuflar a real efígie de nossa existência e essência.

Amini Haddad é juíza de Direito, mestre em Direito/PUC-RJ, doutoranda em Direitos Humanos-UCSF, professora da UFMT e membro da ABMCJ-MT. E-mail: amini@terra.com.br

sábado, 27 de março de 2010

ABMCJMT PARTICIPA DA REUNIÃO DAS PRIMEIRAS DAMAS DE MATO GROSSO



Vivyane (Primeira Dama de Sorriso) Drª Tânia (Diretora Tesoureira ABMCJ) Senadora Serys Marly, Drª Ana Emilia (Presidente da ABMCJMT) Roseli (Primeira Dama de Cláudia) e Deputada Estadual Vilma Moreira

Drª Ana Emilia ladeada pelas Primeiras Damas de Sorriso e Sinop

Coquetel da Associação das Primeiras Damas de Mato Grosso

ABMCJMT PARTICIPA DO I ENCONTRO NACIONAL MULTIDISCIPLINAR DOS OPERADORES DA LEI MARIA DA PENHA

Drª Lindinalva, Promotora de Justiça. idealizadora e coordenadora do magnifíco e proveitoso evento. Associada da ABMCJMT. PARABÉNS PELO SUCESSO!!!

Drª Ana Emilia, Presidente da ABMCJMT, presidiu e mediou a mesa de debates na manhã de 26/03, ao seu lado esquerdo a palestrante Janete Riva, Coordenadora da Sala da Mulher da ALMT.

Drª Adriana Conninghan, Juíza de Direito e Conselheira Fiscal da ABMCJMT, estreou como palestrante no evento. PARABÉNS!!!

Drª Tânia Regina de Matos, Defensora Pública e Diretora Tesoureira da ABMCJMT

Drª Tânia discorreu sobre a Defesa Técnica do Agressor

Drª Márcia, Juiza de Direito da Bahia, Desembargadora Elizabeth Lordes, Coordenadora da Região Sudeste da ABMCJ, Drª Ana Emilia, Presidente da ABMCJMT e Drª Adriana, Juíza de Direito do Rio de Janeiro

Promotoras, Juízas e Drª Ana Emilia abraçando a competente Drª Lindinalva pelo sucesso do evento


Judiciário, Ministério Público e OAB todos bem representados por mulheres fortes e guerreiras

domingo, 21 de março de 2010

CONFRATERNIZAÇÃO ABMCJ/MT

Aconteceu na tarde do dia 19/3, a partir das 18 horas no restaurante Mahalo em Cuiabá a confraternização da Diretoria da ABMCJ/MT, associadas e convidadas, as senhoras Roseli Barbosa (futura Primeira Dama de MT), Janete Riva (Coordenadora da Sala da Mulher da Assembléia Legislativa de MT), Vivyane (Primeira Dama de Sorriso), Roseli (Primeira Dama de Cláudia) e Rosmari a Primeira Dama de União do Sul.

Happy hour da ABMCJ/MT e convidadas

Janete Riva, Roseli Barbosa, Ana Lúcia Ricarte, Marilza, Ana Emilia e Lindinalva

Shelminha, Ana Emilia e Roseli Barbosa

Diretoria ABMCJ/MT, associadas e convidadas

REUNIÃO COM O VICE-GOVERNADOR SILVAL BARBOSA

A ABMCJ/MT participou com outros representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Sala da Mulher da Assembléia Legislativa deMato Grosso, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Rondonópolis, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Cáceres, Câmara Municipal de Cáceres e o Comitê dos Direitos Humanos de Cáceres da reunião com o Vice-Governador Silval Barbosa, que na oportunidade de pronto se comprometeu em criar a SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES e aderir ao PACTO NACIONAL PELO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, quando assumir o governo do Estado de Mato Grosso em 31/3/2010.

Drª Arinda Cristina (Vice-Presidente da ABMCJ/MT, primeira à esquerda) e ao centro à esquerda do Vice-Governador Silval Barbosa, Drª Ana Emilia (Presidente da ABMCJ/MT) e demais representantes dos poderes consrituídos e sociedade civil organizada.

ANO NOVO, ESPERANÇA NOVA!

*Ana Emilia Iponema Brasil Sotero

Um novo ano está começando. Não existe momento melhor para varrer da vida tudo aquilo que não satisfaz e estabelecer novas metas. Permitir que os mais lindos sonhos brilhem à frente e partir para a realização de cada um deles.

A vida se renova com o novo ano. Bendita foi a idéia de quem resolveu dividir o tempo em períodos de 12 meses, os quais denomina-se ANO! Isso é maravilhoso, pois assim se pode planejar ações, sonhos, expectativas. Na tela da mente passa a retrospectiva do que fomos o que fizemos. Conquistas, derrotas, planos feitos e desfeitos. E assim, independente do saldo, comemoramos. Se foi ruim, já passou! E se foi bom, nos alegramos com as lembranças!

O bom do Novo Ano, é que com ele, também temos a opção da RENOVAÇÃO!!!

Em 2010 temos fé e esperança em ver a diminuição da violência contra as meninas, adolescentes, mulheres e idosas; que Mato Grosso assine o PACTO NACIONAL PELO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER; que nossos gestores e gestoras invistam em “gente”; que a intolerância e a falta de amor entre as pessoas sejam banidas; que a presença de Deus seja sentida e vivenciada entre homens e mulheres e que tenhamos saúde e força para continuar lutando em defesa dos direitos humanos das mulheres deste imenso Estado.

Confiemos em nossa força interior. Tenhamos FÉ. Essa convicção é incrivelmente poderosa e contagiante. E VIVA 2010!!!


*Professora e Advogada. Presidente da Associação Brasileira das Mulheres da Carreira Jurídica - Comissão de Mato Grosso

POSSE DA DIRETORIA EXECUTIVA DA ABMCJ/MT PARA O TRIÊNIO 2009/2012

A posse da DIRETORIA EXECUTIVA DA ABMCJ/MT PARA O TRIÊNIO 2009/2012 aconteceu durante a realização do SEMINÁRIO VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É UMA VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS, no dia 10/12/2009 nas dependências da Escola Superior da Advocacia - ESA localizada na OAB/MT.

DIRETORIA EXECUTIVA ABMCJ/MT para o triênio 2009/2012

Drª. Ana Emilia e Drª. Arinda Cristina, Presidente e Vice-Presidente da ABMCJ/MT

Drª. Ana Lúcia Ricarte, Diretora Secretária da ABMCJ/MT

Drª Tânia Regina de Matos, Diretora Tesoureira ABMCJ/MT

Drª Jani Rosa Lando, Conselheira Fiscal da ABMCJ/MT

Drª Marilza Figueiredo, Conselheira Fiscal da ABMCJ/MT

Drª Fânia Amorin, Conselheira Deliberativa da ABMCJ/MT

Drª Ana Emilia Iponema Brasil Sotero, Presidente da ABMCJ/MT

Drª Norma Hans e Drª Sílvia Virgínia, Conselheira Fiscal e Diretora Tesoureira Adjunta da ABMCJ/MT

Drª Ana Lúcia Ricarte, Drª Sílvia Virgínia e Drª Marilza, Diretora Secretária, Diretora Tesoureira Adjunta e Conselheira Fiscal da ABMCJ/MT

Arinda Cristina e eu ao final da cerimônia fizemos uma homenagem póstuma a PRIMEIRA PRESIDENTE DA ABMCJ/MT, Drª MARIA AUXILIADORA GALDINO DELGADO, Juíza de Direito que nos deixou prematuramente em 27/03/2005. Arinda e eu tínhamos certeza que a Auxiliadora estava presente no momento de nossa posse no dia 10/12/2009.

Drª Maria Auxiliadora Galdino Delgado - Primeira Presidente ABMCJ/MT