terça-feira, 8 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
DEPENDÊNCIA EMOCIONAL CAUSA VIOLÊNCIA DE GÊNERO
A vítima de violência doméstica, geralmente, tem auto-estima baixíssima e se encontra atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material. O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha. A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do ato agressor, que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, vindo a repetir posteriormente. A dependência emocional, mais que a econômica, é que faz a mulher suportar agressões.
Em algumas situações, felizmente não a maioria, de franca violência doméstica persistem cronicamente porque um dos cônjuges (geralmente a mulher) apresenta uma atitude de aceitação e incapacidade de se desligar daquele ambiente, seja por razões materiais, mas estudos demonstram que as razões emocionais são as mais evidentes.
A violência psicológica ou agressão emocional, às vezes tão ou mais prejudicial que a física, é caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas. Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes para toda a vida.
A agressão emocional na violência doméstica e familiar é fazer com que a agredida se sinta inferior, dependente, culpada ou omissa é um dos tipos de agressão emocional dissimulada mais terrível. A mais cruel atitude com esse objetivo é quando o agressor faz tudo corretamente, impecavelmente certo, não com o propósito de ensinar, mas para mostrar ao outro o tamanho de sua incompetência. O agressor com esse perfil tem prazer quando o outro se sente inferiorizado, diminuído e incompetente. Normalmente é o tipo de agressão dissimulada pelo homem em relação aos filhos, quando esses não estão saindo exatamente do jeito idealizado ou em relação às esposas. Essa atitude de oposição e aversão costuma ser encontrada em homens, que, normalmente se aborrecem com algum sucesso ou admiração da mulher, ridiculariza e coloca qualquer defeito em tudo que ela faça. Esses agressores estão sempre a justificar as atitudes de oposição como se fossem totalmente irrelevantes, como se estivessem corretos, fossem inevitáveis ou não fossem intencionais. Entretanto, sabendo que são perfeitamente conhecidos as preferências e estilos de vida dos demais, atitudes irrelevantes e aparentemente inofensivas podem estar sendo propositadamente agressivas.
A violência verbal normalmente se dá concomitante à violência psicológica. Alguns agressores verbais dirigem sua artilharia contra outros membros da família (esposa e filhos), incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas. Existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio. O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, se cala, emudece e, evidentemente, esse silêncio machuca mais do que se tivesse falado alguma coisa.
É preciso tratar a violência contra a mulher, iniciando-se o tratamento pela mulher, elevando sua auto-estima, dando condições e oportunidades para que esta vítima tenha mais confiança em si mesma e corte as “amarras”, rompendo definitivamente esta dependência emocional que a aprisiona nesta vida de sofrimento e desesperança.
PRÊMIO MULHER DE NEGÓCIO - SEBRAE MT
1º SEMINÁRIO DE MULHERES HOMOAFETIVAS DE MATO GROSSO
OITO ANOS DA BPW/CUIABÁ
domingo, 29 de novembro de 2009
ESTUPRO: RESULTADO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO
O estupro e a violência doméstica são causas significativas de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva, tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.
No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada (dados da Fundação Perseu Abramo).
Não se têm ao certo quantas mulheres são vítimas de crimes contra a liberdade sexual, pois, para se apurar estes delitos, é necessário que a vítima vá a Polícia e assine uma declaração dizendo que deseja a investigação. São crimes de ação privada, ou seja, depende de uma queixa formalizada, salvo algumas exceções.
Ocorre que nem sempre a mulher que é estuprada ou sofre outro tipo de violência desta natureza procura a Polícia. Muitas vezes a vergonha a impede de fazê-lo.
Há alguns anos, quando li a notícia de que duas detentas estavam sendo vítimas de estupro dentro da cadeia de Juína, fiquei estarrecida. Ao saber que agentes prisionais, investigador de polícia e um cabo da Polícia Militar estariam envolvidos fiquei indignada.
Ainda bem que neste caso, as Polícias, o Ministério Público e o Judiciário agiram rápido prendendo os acusados.
Desde as duas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres, realizadas em 2004 e 2007, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT) vem acompanhando a implementação do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres neste Estado.
Hoje o Plano se transformou
Na primeira área, destaco algumas das ações que a Secretaria de Políticas para as Mulheres ficou responsável: sensibilizar e conscientizar, por meio de eventos e campanhas, os operadores dos sistemas de segurança e justiça para aplicação adequada da legislação de enfrentamento à violência contra a mulher e incluir a temática de gênero e combate à violência contra a mulher nos cursos das Academias de Polícia.
Em setembro passado, a ACADEPOL realizou no Hotel Paiaguás, um Curso de Atualização Jurídica para Delegados e teve a sensibilidade de contemplar os seus alunos com duas/horas aulas sobre a Lei Maria da Penha, atitude digna de elogios.
Na próxima semana, no dia 25 de Novembro, começa a Campanha de 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, um bom momento para que a sociedade e as Instituições de forma geral reflitam sobre o assunto e tomem atitudes concretas para por fim à violência contra as mulheres.
















